segunda-feira, 3 de junho de 2013

Conceito


Neoplasia

Neo = Novo; Plasia = formação
    

 
                No organismo, verificam-se formas de crescimento celular controladas e não controladas. A hiperplasia, a metaplasia e a displasia são exemplos de crescimento controlado, enquanto que as neoplasias correspondem às formas de crescimento não controladas e são denominadas, na prática, de "tumores". A primeira dificuldade que se enfrenta no estudo das neoplasias é a sua definição, pois ela se baseia na morfologia e na biologia do processo tumoral. Com a evolução do conhecimento, modifica-se a definição. A mais aceita atualmente é: "Neoplasia é uma proliferação anormal do tecido, que foge parcial ou totalmente ao controle do organismo e tende à autonomia e à perpetuação, com efeitos agressivos sobre o hospedeiro" (PÉREZ, TAMAYO, 1987; ROBBINS, 1984).


                 Para um melhor entendimento do conceito de neoplasia é necessário entender que nos organismos multicelulares a taxa de proliferação de cada tipo celular é controlada com precisão por um sistema altamente integrado que permite a replicação apenas dentro dos estreitos limites que mantêm a população normal em níveis homeostáticos. Como na grande maioria dos tecidos e órgãos há divisão celular contínua para restaurar as perdas decorrentes do processo de envelhecimento das células, a replicação celular é atividade essencial para o organismo. No entanto ela deve seguir o controle rígido imposto ao sistema, pois, se feita para mais ou para menos, o equilíbrio se quebra. Uma das características principais das neoplasias é justamente a proliferação celular descontrolada.
 

Células cancerígenas

          
                Reprodução é atividade fundamental das células, e, em geral, existe correlação inversa, de grau razoável, entre diferenciação e multiplicação celular. Quanto mais avançado é o estado de diferenciação, menor é a taxa de reprodução. Assim se entende que, nas neoplasias, em geral ocorre, paralelamente ao aumento do crescimento, perda da diferenciação celular. Como resultado de tudo isso, as células neoplásicas perdem progressivamente as características de diferenciação e se tornam atípicas. Fonte: Bogliolo, Patologia Geral

ESTIMATIVA / Incidência de Câncer no Brasil




    Câncer é um problema de saúde pública. No Brasil, a cada ano, 500 mil pessoas descobrem que estão com a doença. Mais de 120 mil morrem. Todos os meses, 235 mil brasileiros procuram ambulatórios para fazer quimioterapia. E outros 100 mil, para buscar radioterapia. Os dados são do Instituto Nacional do Câncer e do Ministério da Saúde.
     Câncer também é uma questão econômica. Os casos de mortes e invalidez custam à economia global cerca de 1 trilhão de dólares por ano, segundo a União Internacional de Controle do Câncer. É o equivalente ao PIB do México. No Brasil, o Ministério da Saúde investe anualmente 1,7 bilhão de reais em políticas de tratamento e combate à doença. É quase o total de toda a riqueza produzida pelo município de Santarém em um ano.
     Os números dimensionam a grandiosidade do tema, mas não conseguem traduzir as tragédias familiares causadas pelo câncer: a angústia de um pai diante do sofrimento de um filho com leucemia, a dor de um filho que perde a mãe para o câncer de mama ou a impotência de um paciente com câncer na garganta que começa a sentir a voz indo embora, dessa vez para não voltar mais. São histórias que continuam acontecendo e fazem do câncer a segunda maior causa de mortalidade no Brasil.
    Transformar essa realidade não é um desafio exclusivo de governos que investem em políticas de tratamento, nem de cientistas que buscam alternativas para a cura e tampouco de empresas de tecnologia médica que desenvolvem novos equipamentos. O cidadão comum também pode ajudar a combater o câncer ao agregar hábitos de prevenção ao cotidiano. Alimentar-se de forma equilibrada, controlar o peso e praticar exercícios físicos, por exemplo, são costumes simples que diminuem consideravelmente o risco de desenvolver a doença.